10 de outubro de 2011

Dessas questões tão difíceis da vida

"Quem não compreende um olhar 
tampouco compreenderá uma longa explicação"
Mário Quintana


Meia hora depois de um estudo aprofundado das dinâmicas dos grupos formados após desembarcar do vôo de volta para casa, escolhi uma galera de uns 6 senhores e senhoras com caras de pais e mães de família. Ah, eles compreenderiam.

- Boa noite... Por favor, algum de vocês têm um celular para me emprestar? Eu preciso ligar a cobrar pra minha mãe.

Alguns segundos de cri cri cri, que sempre vão parecer eternos enquanto durar... Até que começam a murmurar:

- Eu não.
- Poxa, eu também não...
Seguido de movimentos negativos com a cabeça e silêncio constrangedor.
- É só uma chamada a cobrar - insisti.

Desviaram o olhar e começaram a se espalhar para beeem longe de mim.

Assinale a alternativa correta:

A) Minha cara de maconheira-dorme-suja adquirida nas 24 horas de trânsito e despedidas não inspirava nada de confiança.
B) Todos foram acometidos de uma preguiça infinita depois da viagem cansativa que os impossibilitava de fazer qualquer movimento muito trabalhoso como o de abrir suas bolsas ou procurar nos bolsos algum telefone móvel.
C) É contra as regras básicas de segurança emprestar celular para criancinhas pedintes de ligações a cobrar, principalmente se elas querem só entrar em contato com suas mães.
D) Todos os 7 passageiros presentes naquele círculo estavam voltando de uma temporada de moradia superior a 6 meses na Europa e só tinham celulares de lá.
E) Bando de babaca.


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