12 de fevereiro de 2011

E apaga a luz


"Where can you run to escape from yourself?
Where you gonna go? Where you gonna go?"
Switchfoot

Que medo eu tenho desse gato que não para de balançar o braço nem quando a loja do chino fecha. Agonia de seres em movimento enquanto tudo dorme. Angústia pensar que existem coisas que não vão se cansar nunca. Enquanto houver bateria, lá estará o movimento insistente... Ei, paradinha! Dá um tempo?

Estou num quarto escuro e não vou acender a luz. Quero que a luminosidade da noite chegue aqui e me ilumine. Ou o que tenho dentro seja brilhante o suficiente pra me fazer enxergar as coisas. E iluminar outros inquietos, que seja.

Tenho uma história para a nova superprodução (¬¬) liviana 2011. Estou apaixonada por ela. Foi feita na escuridão daqueles momentos que se juntam chateações com saudade, com nostalgia, com dor, com tristeza, com (muitas) vontades. E com alívio, acima de tudo.

Let it go.
Às memórias.

3 comentários:

.a que congemina disse...

Gosto muito da noite. De quando vai chover e o céu fica vermelho - eu amo céu vermelho.

Lendo, vendo e pseudo-convivendo dá pra dizer que com margem de erro de 0,00001 cê brilha MUITO.

;*

(D. Maricota é uma das formas pelas quais chamo a minha afilhada. =P hehehe]

Pitta disse...

Muito nobre de uma animadora querer que tudo durma de vez em quando :) suas animações sempre te amarão ^^

Ansioso pela superprodução.

Ju Dacoregio Paperback Writer Girl disse...

Te encontrei no blog da Tati Lopatiuk. E só por sempre leres, mas quase nunca comentares( como afirmastes lá) me deu vontade de vir aqui. Que bom que se identificou com aquele post que, sem falsa modéstia (muito orgulho, na verdade), foi dedicado a mim. Mas como somos todas parecidas, com dores, ilusões e sonhos semelhantes, sei que ele serve também a muitas pessoas, como serviu a você. Por isso estou aqui. Só para dizer: continue. A despeito de tudo, continue.