20 de agosto de 2010

Malhou daquela vez como se fosse a última


"Sentou pra descansar como se fosse um pássaro"
tio Chico

Meu último semestre foi tão geração saúde que me rendeu pérolas que vão permanecer inesquecíveis no meu corazón. Esclareço, antes de tudo, que não sou uma pessoa preguiçosa e o ispríto do sedentarismo não costuma se apossar de meu corpo. Adoro remar, subir em tecido, correr... Só não sou muito amiga de academias.

Acho chato ir num lugar que as pessoas se exercitam que nem rato em laboratório. E não tem como, se quiser participar daquele grupo super saudável, you must virar ratinho também. Não gosto da dinâmica que a coisa acontece e odeio, em especial, o clima de guerra (mais comum em baladas) que toma conta do ambiente em determinados horários. It sucks. Faz as minas aparecerem com quilos de maquiagem e penteado (e até óculos escuros na cabeça, believe me!) e os minos virarem os stalkers mais nojentos da vida, aqueles que te engolem com os olhos e esperam que você rebata os olhares 43 "ui, tenho músculos, olhe pra mim".

Daí já viu, né? Minha tendência em ambientes hostis como esse é agradecer a Deus pela existência de música portátil no mundo e seguir o ritmo da coisa, fechada no meu mundinho. É um comportamento autista, antissocial... mas se tornou a única forma de suportar a bagaceira que rola em volta. Até aí, ok... Quando você PRECISA tirar os fones do ouvido que a parada fica tensa:

- Poxa, mas gay eu até suporto. Lésbica que é tudo barraqueira.
- Ah, é mesmo, tudo ciumenta, arranja confusão por qualquer coisinha.
- É, por isso que eu nunca suportei lésbicas. Ô povo nojento!
 Não, eu não precisava me intrometer na conversa. Bastou uma olhadela (do tipo fulminante mesmo, não tô nem aí) pra elas se tocarem que o papo não tava num tom legal.
- Eita, e se ela for lésbica? - cochichou uma.
- Ô, você me desculpa...

¬¬

- E seu cabelo? É rosa assim mesmo?
- Sim, nasci assim. É natural.
- Mas menina, você é muito doida.

¬¬

- Eu não voto na Dilma porque ela é sapata.
- É verdade, muito mulher macho mesmo.
Dessa vez a garota propaganda não mereceu nem o olhar. Sai pra não ter que ouvir como justificariam os outros votos. Como se não bastasse, no mesmo dia, o instrutor se despede:
- Nossa, tá tão bonita. Nem parece você.

o.O
E no CU? Vocês querem alguma coisa?

Decidi não insistir mais. Entrava e saia correndo, acordava mais cedo pra não ter que ouvir o papo preconceituoso do banheiro. Que difícil ter que frequentar essa parada. Ah, fala sério... eu tô pagando por isso?

A-deus.
 
Hoje foi meu último dia. Resolvi aproveitar ao máximo o espaço físico daquela poxa e brinquei em todas as máquinas que me proporcionaram bons momentos e boas dores musculares. Cansei horrores e malhei como deveria ter malhado durante os 6 meses. Foi bom, sem intervenções, sem idiotas, só música na cabeça e ação no corpo. Bem feliz... Ufa, acabou.

Se eu tivesse grana, compraria os aparelhos mais legais, tipo aquele de abdominal, o de remar, o de balançar a mão e o pé junto (deu pra sentir que eu realmente entendo da coisa, né?). Mas whatever. Voltemos a correr no parque.

*O projeto Gisele Bundchen's body continua valendo. Eu sou brasileira, não desisto nunca. :D

6 de agosto de 2010

A arte dos galanteios fail forever


"Alright, don't touch me"

- Você é muito linda!
- Obrigada.
- Fica comigo?
- Não, obrigada.
- Por favor...
- Não, eu tenho namorado.
- Mas já? Quantos anos você tem?
- 25.
- Com essa idade tem que ser solteira.
- Eu prefiro ter namorado.
- Eu, por exemplo, tenho namoradas por todo o mundo.
- (o.O) É que eu prefiro qualidade do que quantidade.
- Eu adoro todas as minhas namoradas.
- E eu adoro o meu. Não vai rolar, cara...

Horas depois...
- Mas eu tava te observando dali e... seu namorado não tá aqui?
- Não.
- Cadê o seu namorado?
- Tá no Oiapoque (:D).
- Oia o que?
- Oiapoque, extremo norte do Brasil. Conhece?
- Não, não sei onde fica. Não conheço. O que ele tá fazendo lá?
- Trabalhando (torcida interna pra que rolasse a pergunta "o que ele faz", dispensadora imediata de chatonildos).
- Tá bom, tá bom. Só vou te dizer uma coisa: eu tô aqui, tá?
- Ok, adeus.

Pros gringos metidos a pegadores pelo mundo afora, segue a dica: mulheres comprometidas apaixonadas estão imunizadas contra cantadas que vocês julgam irresistíveis, como por exemplo: "tenho muitas namoradas por todo o mundo". Ah, e as não comprometidas também.
Seriously.
¬¬

Tenta isso aqui, ó (costuma fazer mais sucesso):