23 de outubro de 2008

Suspiro

Eu contaria a historinha do pontinho magenta que deixou o planeta azul para se aventurar no vácuo colorido e depois de alguns anos intergalácticos reparou que um ponto, não tão pequenino, avermelhado (daqueles que não passam desapercebido a vista de ponto nenhum) começou a saltitar no mundão azul. Chamou tanta atenção que sacudiu o magenta e o imenso vazio.

Mas na verdade, eu só quero registrar como é estranho viver num planeta cinza, querer sentir férias constantes no verde, e desejar o ponto vermelho do azul. Mais do que isso: ter a impressão que o tempo de pertencer a um planeta só está próximo, embora não se faça a mínima idéia da preferência de cor.

Que surjam os imprevistos lindos todos para que tudo seja emocionante e intenso. E que venha com bolo de milho sem farinha, alívio de stress pela simples presença, medo de barata, banho de chuva com ai ai ais, andanças sem cansaço, caminho para o fim do mundo sonolento e bons sonhos, realidade, sonhos, realidade. Estranhamente natural. Macio e cheiroso. Morde minha boca? Muita leveza e alguma certeza... vontade. Saudade assim faz doer e amarga que nem jiló. Distante, mas sentindo a respiração forte ao ouvido... fica comigo?

Quero como "a um cachorrinho verde" do Quintana.

Meant to be.