4 de junho de 2017

Bolhas pela paz, de todas as formas possíveis

"Creio que aqueles que mais entendem de felicidade 
são as borboletas e as bolhas de sabão... 
Ver girar essas pequenas almas leves, loucas, graciosas e que se movem é o que, 
de mim, arrancam lágrimas e canções. 
Eu só poderia acreditar em um Deus que soubesse dançar. 
E quando vi meu demônio, pareceu-me sério, grave, profundo, solene. 
Era o espírito da gravidade. Ele é que faz cair todas as coisas. 
Não é com ira, mas com riso que se mata. Coragem! 
Vamos matar o espírito da gravidade! 
Eu aprendi a andar. Desde então, passei por mim a correr. 
Eu aprendi a voar. Desde então, não quero que me empurrem para mudar de lugar. 
Agora sou leve, agora vôo, agora vejo por baixo de mim mesmo,
agora um Deus dança em mim!" 
Nietszche


Você deve estar aí pensando o que me faz voltar aqui depois de mais de 4 anos de abandono. Q Q TA CONTESENO?

Hoje é um dia memorável pra mim. Vou fechar um ciclo de uma semana de experimentação máxima do significado de bolhas na vida.




Há uma semana, participei do Global Bubble Parade, um evento mundial que esse ano teve o mote "bolhas pela paz". Tava lá eu, na Paulista, no meio da criançada, fazendo bolhas gigantes, colocando música, ouvindo poesia, sendo ripe, me divertindo. Eu não tava numa fase muito tranquila da vida, na correria pra fechar dissertação e cheia de treta no coração (continuo poetisa, pelo visto, né). Soltar bolhas foi um momento sublime da minha semana, me deixou mais leve. Evento suave, coisinha linda. Teve bom.

Segunda-feira no trabalho, não tinha voz. Minha garganta doía. Me mandaram esse vídeo aqui, pra me sentir acolhida (eu ri, mas o coração dizia que era errado). Terça à noite, quando cheguei em casa, meus pés estavam ON FIRE. Quando tirei minhas botas, eles estavam vermelhos, com pontinhos bem estranhos e, wadafuq, como coçavam! Nessa hora, com toda sabedoria de bêbada, comecei a declarar amor por eles:

- Eu amo vocês. Sei que por toda vida eu cuidei de vocês no nível regular, mas olha, vocês não são só parte minha, vocês são eu mesma.
Sentia que eles me olhavam de volta com desconfiança:
- Ah, agora né. ¬¬

Curti bastante esse momento misto de carinho com "deixa eu coçar,  enquanto isso" e fui dormir. Quando deitei, Lili questionadora em ação. A pergunta vai paraaaaaa: Universo.

- Diga lá, minha filea.
- O que preciso aprender pra sair logo dessa?
- Rs.

Sempre que eu passo algum período de sofrimento por mazela física ou emocional, acho que é período de aprendizado, porque o universo quer me mostrar alguma coisa. Aí eu entro nessas de perguntar qual é o aprendizado da vez pra eu sair logo da merda, mas o lance é que nunca resolve, saca? O universo sempre sabe, mas ele não responde. Eu sinto como se todas as respostas estivessem suspensas, flutuando, e a medida que o sofrimento vem maltratando, vou conseguindo catar uma ou outra. Aos poucos elas vêm todas até mim. Quando a gente se dá conta de tudo em mãos, a treta já está no fim. Essa dinâmica já foi testada e validada na minha vida milhões de vezes. Dessa vez, não ia ser diferente.





Quarta-feira meus pés e mãos foram completamente tomados por bolhas do mal, num nível que não conseguia caminhar direito nem pegar coisas. Fui fazer aquela pesquisa internética básica "bolhinhas nos pés e nas mãos". Me diz aí a resposta? "Obviamente, disidrose, senhora".  Gastei toda minha energia pra ir ao mercado, porque ia ter compressa de abacate, segundo o doutor Google. Mas no percurso de volta pra casa, percebi que tô muito crescidjeenha pra não procurar um médico, né?

Grazadeos à tarde consegui um encaixe na dermato do amor, onde fui orientada adequadamente. Era uma virose de criança, a tal da pé-mão-boca, e é muito rara de pegar em adulto, mas opa, tá em você. Parece que alguém é mais criança do que pensa, não é mesmo? Remédios novos. Cancela a compressa de abacate, volta pra casa com os pés suspensos no assento do passageiro no táxi, porque de tanta dor, não dava pra por no chão do carro. Olho pela janela segurando o choro por aquele momento (certamente passava alguma música de cortar os pulsos tipo Fix You do Cold Play), de repente, lá fora... bolhas ao ar.

- Ai, universo, por que tanto enfrentamento?

Passa o ambulante com a arminha automática de nemo fake de bolha. Claro que eu quero. Claro que eu tô sorrindo, são bolhas! Comprei. Mas que ironia, hein.

À noite, já medicada, senti a maior dor que uma pessoa sozinha pode ter. Vai fazer 1 ano que sai da bolha de proteção-mor chamada casa dos pais. Após uma separação, esse certamente é o melhor lugar do universo pra se recuperar, é providencial. Mudei de cidade, reconstrui as dinâmicas da vida Liviana, me remontei, amor. Faz 2 meses que eu tô nessa jornada morando só. Eu não tinha passado nenhum momento parecido com esse completamente sozinha. Não tem pra quem fazer manha, aí faz o que? Chora, nenê.

Foi exatamente o que fiz. Em prantos ao telefone com uma das minhas irmãs, eu dizia que preferia estar internada pra ter cuidado de enfermeira, sem ter que por o pé no chão, pra ficar melhor. E choraaaaava. Drama queeeen. Mas tava doendo tru. Sorte que o antialérgico era dos bons, adormeci.

No dia seguinte, não resisti. Perdi a batalha, sucumbi, me rendi à dor. Dormi o dia inteiro. Quando acordava, parecia que nada evoluía. Faz compressa, bota pomada, come, dorme. De novo. E de novo.

Pra mim, sextou com bolhas, mas com pés que suportavam meu peso em espaços curtos. Consegui trabalhar de casa, com os pés suspensos. As coisas estavam melhorando de verdade. A dor tinha diminuído. Sábado consegui lavar louça e sair de casa. Os pés formigaram na rua e, respeitando-os, voltei pro cuidado de casa.

Hoje, domingo, eu tenho saúde. Pelo que estudei dessa virose, o ciclo termina de hoje à quarta. Não sou mais uma pessoa contagiosa, não sinto mais dor, só incômodo. Tava na hora de jogar pro mundo alguns insights, que valem a ressurreição do Tratado:

*

1. Repouso cura. Verdade absoluta. Leu direito? REPOUSO CURA.

2. Quando a gente é privado do que é básico pra nós, aprendemos a dar valor. Como é bom caminhar sem dor, gente. Como é maravilhoso não ter a liberdade limitada seja pelo físico ou pelo psicológico. Aprendi. Vou dar mais valor a isso. Aproveitem vocês também essa tal liberdade.

3. Por que diabos a gente fica esperando por massagem nos pés quando a gente mesmo pode fazer isso por eles? E por que quando a gente lava a cabeça, não faz que nem aquele povo do salão que massageia o couro cabeludo? Por que a gente sempre está esperando uma outra pessoa fazer isso por nós? Vocês sabiam que:
- Massagear o couro cabeludo promove a troca da nhaca que fica lá presa e estimula o crescimento dos fios? Cê quer cabelo bonito, né gata? Quer cabelo, né gato? Massageia essa cabeça aí. Tão simples.
- Massagem nos pés alivia sintomas de stress e cansaço? Plus que, pelamordedeos, é uma delicinha. Se a gente não faz isso por nós mesmos, e declara todo amor pelo que é "parte nossa", como é que você acha que sente amor próprio?

4. O abacate que ia virar compressa virou vitamina e, olha, que pele maravilhosa essa minha dessa semana. MIGS, abacate para pele, ela adoooora. Diz que combate estrias, celulite e sinais de envelhecimento também. Vamos acompanhar.

5. Eu fecharia falando da efemeridade e da beleza das bolhas, mas por ter experimentado o sofrimento que elas podem trazer, seria hipócrita ser tão poética. O lance é que o mote do evento continua válido. Se é pra ter paz comigo mesma, essas bolhas podem querer mostrar que amor próprio é além do psicológico. É físico também e isso é pra ser visceral. A leveza das bolhas é pra ser conquistada.

PS: Talvez a bolhas não queriam mostrar nada também, só ser bolha. Tudo isso é coisa da minha cabeça, mas tá valendo.

*

Fiz alguns compromissos com meu corpo e pretendo cumprí-los daqui pra frente. Vai tá tendo massagem todo dia com declaração de amor, exercício físico (na medida do possível) e alimentação adequada também. Vamos ser saudáveis agora. Quando o coração negar alguma coisa, a gente vai acreditar desde o princípio. Quando não quiser ir, vamos respeitar. E eu já tô falando que nem o Gollum. My precious. Tá, parei.


Eu sei que viver e aprender a coisa é diferente de vir aqui ler e tentar se colocar na situação, mas eu espero do fundo do meu coração que eu tenha acrescentado alguma coisa na vida de vocês. Se não, tudo bem também, voltem, que vai ter bolo na próxima. Mentira, eu não sei quando vai ser a próxima.

Sdds desse meu tratado.

29 de janeiro de 2013

Dilata essa pupila!

"O olho do homem é feito de modo que se lhe vê por ele a virtude. 
A nossa pupila diz que quantidade de homens há dentro de nós."
Victor Hugo


Tô sumidjenha, eu sei. Tá morrendo de saudade? Ah, esteja, pufavô. Eu tô! Desde o último post, voltei a acreditar que a vida pode melhorar se a gente excluir Murphy dos nossos feelings, nasceram 4 dentes da minha linda sobrinha, cogitei entrar pra ABIN pra ter informações oficiais sobre alienígenas, e lancei um blog amável, só de coisas lindas e tocantes de coração... dilatadoras de pupila, pra ser mais precisa (só que do jeito bom, sem aquele colírio do mal, e sem dorgas, manolo - a última opção como explicação "conceitual" pode ser considerada somente se os tóxicos forem estimulantes de muita criatividade). Passei a ser mais frequente por lá e gostaria muito de receber as vossas ilustres visitas, já que deixei vocês tão abandonadinhos por aqui.

Senhoras e senhores, conheçam o Dilata Pupila:



Me lê ? Curte a página no feici? Espalha a novidade pra galere? Pufavôooo. Tô pedinte hoje. 


Não vou desativar o Tratado, mas permanecerei assim, sumidinha. Quando eu tiver sentimento relevante que não caiba no Dilata, corro pra cá, tá? Tô preparando algo sobre sexo, amor e outras tretas para os próximos dias, só que tá difícil de sair. O título provável deste post é Clã das Periquitas Voadoras. Aguarde, confie e não mostre para menores de 18 anos.


Beijos e muito obrigada s2

23 de novembro de 2012

Um, dois, a TIM vai te pegar

"E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão...
Sonhos que podemos ter"
Engenheiros do Hawaii



Em tempos de sofrimento por falta de sinal razoável de rede telefônica, é muito raro encontrar pessoas sem queixas contra a TIM. Eu mesma tenho, no mínimo, 5 motivos pra abrir o berreiro e começar a falar mal NA ALTA dessa operadora de mieeerda. Um deles, inclusive, virou causa também do Tribunal de Pequenas Causas (na época em que eu tinha disposição pra lutar contra cobranças indevidas), outros 2 pararam no PROCON (uma das pérolas de relatórios deste querido órgão encontra-se abaixo para simples conferência), e o restante foi impedido à força, pela minha grandiosa preguiça de levar qualquer treta dessa adiante. Canseira que dá, gente.


(clique para ampliar e boa leitura)

Fato é que quem não tem êxodo ao estalar o molder 3G, provavelmente não vai conseguir muita coisa nessa vida, cês concordam? Mas cá estou eu, insistindo no erro, simplesmente por ver minha conta no fim do mês linda, sem passar dos 100 conto. Até que, semana passada recebo um SINAL, como os que o Hans costuma receber, do ALÉM.

Sonhei que dirigia até um posto de gasolina, acompanhada por minha irmãzinha, e parava para abastecer. Só que quando olhava para os lados, percebia um movimento suspeito de 3 figuras do mal. Como sou uma fortaleza (cheia de valentia e garra, pra variar) nos sonhos, sai do carro pra abrir o peito da defesa, quando um dos malucos se aproximou bandidamente de mim e cortou o meu corpo do pescoço às pernas, passando pelo meio da barriga, como naquelas cenas de Niptuck. Eu vi o sangue escorrendo e quando olhei a mão do cara, chuta só? Um fucking CHIP DA TIM. 

Não consegui pegar o celular pra pedir ajuda (e capaz que estaria sem sinal, como de costume), e entrei numa agonia extrema por não saber da minha irmã, que estava sozinha no carro. E aí, chegou um bombeiro perto de mim, com um papo esquisitíssimo "você precisa ir pra Samambaia pro perfeito tratamento do corte de chip". Acordei com o coração batendo acelerado. Era só um pesadelo. \m/

Agora, que os tradutores de sonhos me digam: SIGNIFICA? 

31 de agosto de 2012

Partidas, despedidas e (des)pedaços




Por SACHA BRASIL

Mais uma vez, estamos reunidos aqui para falar sobre nossos corações. Querendo ou não, acho que é o amor que move o mundo e é impossível fugir desse tipo de coisa, e impossível evitar certos clichês. Já falei de um clichê anteriormente, o desapego. Agora, eu queria falar sobre outro mais complicado: a fossa. Claro que um não exclui o outro e, muitas vezes, estão relacionados. Mas a fossa envolve, além do desapego, uma necessidade de esquecimento e cura, de superação, de se reencontrar com você mesmo e seguir adiante.

É aquela velha história: você se envolve com uma pessoa, começa a ver que vocês têm muitas coisas em comum e aí o relacionamento vai se aprofundando. Muitas vezes, dá certo. Muitas vezes, não dá. Quando não dá certo, é possível sentir o momento em que as coisas começaram a andar para trás. É quando a gente sabe que alguém continuou, mas o outro não acompanhou. E aí inicia-se aquela luta para querer fazer tudo para continuar com aquela pessoa porque você não está preparado para largar o osso.

"Quando olhaste bem nos olhos meus, e o teu olhar era de adeus, juro que não acreditei. Eu te estranhei, me debrucei sobre o teu corpo e duvidei. E me arrastei e te arranhei, e me agarrei nos teus cabelos...". O sentimento é mais ou menos esse. Mas as mentes sãs se esforçam para entender a outra pessoa, que também tem um sentimento (que, nesse caso não é o mesmo que o seu, infelizmente), que tem que ser respeitado e entendido, por mais doloroso que seja.

Depois de se rasgar, chorar, puxar os cabelos, se humilhar, implorar para a pessoa não te deixar, a gente deixa de ser louca(o) e vai curtir a fossa, que é um momento importante da superação. Pega seu pijama velho rasgado, deita na sua cama, pega o box da sua temporada favorita, faz uma pipoca, toma uma coca-cola e aproveita. Aproveita para pensar, ficar sozinha um pouco, se desligar do mundo virtual e curtir sua tristeza. Esses momentos trazem grandes aprendizados para a vida e crescimento pessoal. Teoricamente. Uma hora você levanta, toma um banho e tá pronta pra outra (quase sempre).

Eu também acho válido que, bem como temos que entender o sentimento do outro, o outro tem que entender nosso sentimento também e lembrar que não temos um botão de desligar. Que às vezes o desapego tem que ser feito gradualmente porque algumas pessoas não sabem lidar com rupturas bruscas. Então se a pessoa, no caso você criatura apaixonada, ligar e falar que precisa conversar, que precisa de um abraço, vai lá e dá uma ajuda. Mas sempre deixando tudo claro mais uma vez que acabou mesmo, que é melhor, que blablabla broken hearts blablabla. Isso também é importante porque nessas horas nenhum amigo adianta. Só você, pessoa não apaixonada, pode resolver isso.

Também tem aquela história de achar que o problema é seu. Por mais que a pessoa diga que não é, é impossível não pensar que a gente errou de alguma forma. Mas esse também é o momento de se dar valor e acreditar que se não deu certo agora, não é culpa de ninguém, é só porque vocês não estavam na mesma sintonia. Depois vai dar certo com outra pessoa, no momento certo.

"Después de la tormenta siempre llega la calma". As coisas melhoram. É o que dizem. Mas como superar também aquele sentimento de: o que será que eu poderia ter feito para mudar as coisas? Será que algo pode ser feito? Por que você, pessoa, não acredita que eu quero te fazer feliz? Isso aí eu ainda não sei, mas gostaria de saber.

Por SACHA BRASIL

22 de agosto de 2012

E eu que já não quero mais ser um vencedor

"You lose,
You learn"
Alanis Morissette



A minha vontade, depois de dias como ontem, é só de despejar tudo quanto é catástrofe que tem rolado na minha vida nesse ano aqui, xingando devidamente cada momento. Como recebi várias reclamações no SAC do Tratado, de gente preocupada com o chororô dos últimos posts (gente, eu tô boazinha, tá?), vou pegar mais leve. Esbocei alguns outros textos sobre essas coisas tristes, mas guardei pra um dia ter prazer de deletar um por um, certa de que tenho sido super tolinha vestindo essa baby look zoada com "Why does it always rain on me?". Vou poupar vocês de bad trips e deixar uma mensagem de paz pra quem passar por aqui, porque cheguei a uma linda conclusão que preciso compartilhar com o muuundo:

No ecziste universo conspirando a favor ou contra.
As coisas no mundo simplesmente acontecem. Você pode ser a pessoa mais limpeza e digna da vida mais repleta de unicórnios, arcoiro e chuva de amor, mas ó: tem gente que vai  querer te fazer mal ou que vai te fazer mal sem querer, você vai passar por apertos de grana ou vai achar sua vida monótona por falta deles (eeer, not, mas bora lá, que eu tô num dia difícil, preciso que me ajudem), vai ter dificuldades pra realizar alguns dos seus sonhos, não realizar, perder eles de vista
ou nem ter sonhos (que é pior), vai ser demitido, trampar num canto mais ou menos, se estressar, ter trabalho pra se relacionar, furar o pneu, vacilar feio, ser culpado pelo que não fez, pagar mico, ter diarréia, ser furtado, adoecer, brigar, sentir dor (física e de coração), enterrar gente querida ou só perdê-las na sua vida e, olha só, vai até morrer (tan dan!). Você vai perder, muitas vezes. E isso não vai parar.

Não é porque você mereça passar por tanta pendenga. Isso é a vida e ela não costuma funcionar sempre por merecimento.  Não culpa o universo por essas paradas, nem a macumbaria da última bruaca que jurou te dar rasteira se te visse no meio da rua (guia pra achar outros culpados aqui). Se você não acredita que pega em você, seja uruca da Dona da Esquina ou maldição da posição das estrelas, você é livre de tudo quanto é amarração (e sem precisar de descarrego). Nada não físico pode te prender se você não deixar. Força no psico.

E aí, depois de entender que eu continuo sendo mesmo uma boa menina e que eu realmente não fiz nada pra ser alvo de tanta coisa ruim, quero mais é que se explodam quaisquer constatações com base no meu passado ou que envenenem o futuro de qualquer um. Na real, o universo não tá nem aí pra vidinha da gente (dizem que ele responde com frequência "frankly, my dear, I don't give a damn" quando botam a culpa nele) e, mesmo se tivesse, meodeos, sério que tem que mirar em alguém? Não, né? O universo é legal. As pessoas são o próprio mal delas. Não precisa rolar nada mais pra que aprendam com as besteiras que fazem, porque o que rola dentro delas já tá lá, judiando.

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Ao filho da puta que levou meu celular enquanto eu esperava atendimento no pronto socorro, meus sinceros votos de vida longa com peso na consciência. E se ele já tiver imune a complexo de culpa, não tenho nem o que desejar. É um coitado que já perdeu um monte de valor que ajuda a ter uma vida mais massa. E outra, fica esperto:


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Ah, just for the record: você também vai ganhar na vida! E isso também não vai parar. “Há tempo para todo propósito na Terra”, diria um dos poetas de Chessus. C’est la fucking vie. Uma hora cê tá embaixo, outra hora cê tá em cima... às vezes, cê só quer um bolinho. Vamo vivê. A gente é mais fortaleza do que acha que é. Nossos portos seguros podem até mudar, mas continuam sendo a prova viva de que vale a pena acreditar.


P.S.: Eu sei que a levada ainda tá meio down, mas prometo que só posto o próximo com outro humor. Dia 1º tem o lançamento de uma das paradas mais felizes do ano. Anuncio aqui! ;)