29 de janeiro de 2013

Dilata essa pupila!

"O olho do homem é feito de modo que se lhe vê por ele a virtude. 
A nossa pupila diz que quantidade de homens há dentro de nós."
Victor Hugo


Tô sumidjenha, eu sei. Tá morrendo de saudade? Ah, esteja, pufavô. Eu tô! Desde o último post, voltei a acreditar que a vida pode melhorar se a gente excluir Murphy dos nossos feelings, nasceram 4 dentes da minha linda sobrinha, cogitei entrar pra ABIN pra ter informações oficiais sobre alienígenas, e lancei um blog amável, só de coisas lindas e tocantes de coração... dilatadoras de pupila, pra ser mais precisa (só que do jeito bom, sem aquele colírio do mal, e sem dorgas, manolo - a última opção como explicação "conceitual" pode ser considerada somente se os tóxicos forem estimulantes de muita criatividade). Passei a ser mais frequente por lá e gostaria muito de receber as vossas ilustres visitas, já que deixei vocês tão abandonadinhos por aqui.

Senhoras e senhores, conheçam o Dilata Pupila:



Me lê ? Curte a página no feici? Espalha a novidade pra galere? Pufavôooo. Tô pedinte hoje. 


Não vou desativar o Tratado, mas permanecerei assim, sumidinha. Quando eu tiver sentimento relevante que não caiba no Dilata, corro pra cá, tá? Tô preparando algo sobre sexo, amor e outras tretas para os próximos dias, só que tá difícil de sair. O título provável deste post é Clã das Periquitas Voadoras. Aguarde, confie e não mostre para menores de 18 anos.


Beijos e muito obrigada s2

23 de novembro de 2012

Um, dois, a TIM vai te pegar

"E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão...
Sonhos que podemos ter"
Engenheiros do Hawaii



Em tempos de sofrimento por falta de sinal razoável de rede telefônica, é muito raro encontrar pessoas sem queixas contra a TIM. Eu mesma tenho, no mínimo, 5 motivos pra abrir o berreiro e começar a falar mal NA ALTA dessa operadora de mieeerda. Um deles, inclusive, virou causa também do Tribunal de Pequenas Causas (na época em que eu tinha disposição pra lutar contra cobranças indevidas), outros 2 pararam no PROCON (uma das pérolas de relatórios deste querido órgão encontra-se abaixo para simples conferência), e o restante foi impedido à força, pela minha grandiosa preguiça de levar qualquer treta dessa adiante. Canseira que dá, gente.


(clique para ampliar e boa leitura)

Fato é que quem não tem êxodo ao estalar o molder 3G, provavelmente não vai conseguir muita coisa nessa vida, cês concordam? Mas cá estou eu, insistindo no erro, simplesmente por ver minha conta no fim do mês linda, sem passar dos 100 conto. Até que, semana passada recebo um SINAL, como os que o Hans costuma receber, do ALÉM.

Sonhei que dirigia até um posto de gasolina, acompanhada por minha irmãzinha, e parava para abastecer. Só que quando olhava para os lados, percebia um movimento suspeito de 3 figuras do mal. Como sou uma fortaleza (cheia de valentia e garra, pra variar) nos sonhos, sai do carro pra abrir o peito da defesa, quando um dos malucos se aproximou bandidamente de mim e cortou o meu corpo do pescoço às pernas, passando pelo meio da barriga, como naquelas cenas de Niptuck. Eu vi o sangue escorrendo e quando olhei a mão do cara, chuta só? Um fucking CHIP DA TIM. 

Não consegui pegar o celular pra pedir ajuda (e capaz que estaria sem sinal, como de costume), e entrei numa agonia extrema por não saber da minha irmã, que estava sozinha no carro. E aí, chegou um bombeiro perto de mim, com um papo esquisitíssimo "você precisa ir pra Samambaia pro perfeito tratamento do corte de chip". Acordei com o coração batendo acelerado. Era só um pesadelo. \m/

Agora, que os tradutores de sonhos me digam: SIGNIFICA? 

15 de setembro de 2012

Dos abusos dos que vivem de pedir, em quatro atos

"Não era amor, era cilada"
Molejo




Como se já não bastassem os favores ordenados daquela galera que acha que é próxima e digna de toda serventia (tô falando da vizinha que chega até sua mãe pra "pedir" uma ajudinha no final da tarde, mas chega no "você vai fazer isso pra mim assim e assado" sem incluir o mágico "por favor" no discurso), existe aquele povo que habita um quarto enfeitado com lantejoulas fluorescentes em ciano com amarelo de ofender os ói, nos nossos corações: """trabalhadores""" de rua.

Admito que sou dessas que só tem coragem de crescer e engrossar a voz (aham, eu sei fazer isso, não duvidem!) com operadoras de telemarketing e flanelinhas. Mas vocês hão de concordar que essa galerinha das ruas tem A MANHA de abusar da nossa boa vontade. O post de hoje é uma homenagem a esses queridos.


ATO 1

Estacionamento do CNB, há alguns anos atrás. Minha mãe dirigia na velocidade materna de conduzir um veículo e achou uma vaga dos deuses. Veio o flanelinha pagar o sapo, naquele estilo da galera que acabou de sair de Cidade de Deus:

- Não dona, tô esperando há muito tempo essa vaga!
- Mas a gente tava aqui também, e vamos só ali rapidinho resolver uma coisa. Você não vai nem sair daqui.
- Não dona, tenho que estacionar esse carro. Pode sair dessa vaga agora, ela é minha. Vamo! Vamo!

Como mamãe é sensata e tem medo de aparência de Zé Pequeno, só abaixou a cabeça, retirou o carro da vaga mansamente, e logo em seguida achamos outra vaga. Só que eu, espoleta que sou, já desci grande. Raiva faz crescer, né?

Então, amiguinho, não tinha nada a ver você entrar numa discussão dessa com minha mãe e eu tô bem ligada do que você pode fazer com meu carro aqui... - já tinham furado meu pneu numa dessa. Super esperta, peguei o celular e já preparei a máquina fotográfica - Só queria dizer que eu sei quem você é, estou tirando foto sua agora e, se eu voltar e tiver qualquer arranhão no carro, fica sabendo que sou mulher de Federal e você vai se lascar bonito.
-          
Hunf. Voltei e o carro tava impecável. Massa. 



ATO 2

Estacionamento, noite de agito.

- 2 reais agora e 3 na volta.
- Oi?
- Isso mesmo, pra ficar aqui tem que deixar 2 reais antes. Na volta você paga mais 3, pra completar os 5 que vale a vaga.
Sem negociação?
- Isso.
- Ok. 

Respirei fundo, já pronta pra causar. Afinal de contas, não é todo dia que se tem um policial a tiracolo, como era o caso. Daí, meusa, eu cresço o dobro. Enfezadinha do oceano, pus toda a valentia pra fora, sai do carro e abri o peito me aproximando do esperto em questão.

Você tem ideia de que isso que você tá fazendo é ilegal, né? Tipo "extorsão", o nome. O estacionamento é público e você pode ter problemas sérios se eu chamar a polícia.
- Não, é assim que funciona, moça.
- Isso não existe, moço. 
- Existe sim.
- O estacionamento é público, não tem essa de ter que pagar pra ficar aqui.
- É assim sim.
- Se eu chamar a polícia, você pode ter problemas...

Mal sabia ele que o problema estava ao lado. Mwahwahwa. E daí, que nem vara de condão que fada madrinha põe em ação pra resolver as tretas, minha companhia de poder entrou em cena:

- Na realidade, o problema já chegou.

TAN DAN! Sabe quando neguim morre em filme e a luz do além toma conta de toda a tela da TV? Então. Sempre que abriram a insígnia brilhante ao meu lado, me senti numa cena dessas. Parece que um facho de luz toma conta do lugar e transforma as pessoas ao redor. Em questão de segundos, o rebelde virou super broder e veio apertar a mão oferecendo o kit luxo de cuidado do carro, por gentileza apenas, daquele tipo nunca dantes vista em flanelinhas do mundo.

- Desculpa, moça. Desculpa, moço. Podem ir tranquilos que não tem que pagar nada aqui, não. Eu vou cuidar direitinho do carro. Foi mal aí, amigo, é que a galera vem pra cá e fica tirando a gente de comédia, daí tem que pedir a grana antes. Mas vocês podem ir sem pagar que eu vou cuidar direito, prometo.
 

Seguido de um momento didático daquele que devia oprimir:

- O senhor pode até solicitar pagamento pelo serviço que oferece, mas como é um espaço público, não é algo que tenha que impor a ninguém que chega aqui. No momento que pagar é obrigatório, seu problema aparece.

Apareceu, ho ho ho. A-do-rei.



ATO 3

História de broder de broder. Semáforo.

- Vai um melzinho ae?
Não, cara, valeu.
- Nem um melzinho?
 Não, brigado, tô sem trocado aqui.
-  Tem certeza que não quer um melzinho?
- Não, cara, já disse. Obrigado.
- Não acredito que vai miguelar um melzinho.
- Não quero melzinho.
- Nem um trocadinho por um melzinho?
- Não tenho, broder.
- Pô, só um! Compra um melzinho aê!
- Véi, já disse que não quero a porra do seu melzinho.
- Ah, ok. Valeu.



ATO 4



Semáforo, 22h30 mais ou menos. Um senhor se aproxima com um papel plastificado em mãos.



 Posso falar com a senhora?
- Poder pode, senhor, mas eu tô sem dinheiro pra te ajudar.
Ah, não tem nenhum trocado?
- Tem não, moço.
- Então, não vou falar nada não.
- É...
- Então tá. Deus tá vendo, viu? Vai na fé.

Saiu puto, mas foi certeiro no estímulo da culpa cristã.



É mole? Vocês passam por alguma dessas ou é só comigo? 

31 de agosto de 2012

Partidas, despedidas e (des)pedaços




Por SACHA BRASIL

Mais uma vez, estamos reunidos aqui para falar sobre nossos corações. Querendo ou não, acho que é o amor que move o mundo e é impossível fugir desse tipo de coisa, e impossível evitar certos clichês. Já falei de um clichê anteriormente, o desapego. Agora, eu queria falar sobre outro mais complicado: a fossa. Claro que um não exclui o outro e, muitas vezes, estão relacionados. Mas a fossa envolve, além do desapego, uma necessidade de esquecimento e cura, de superação, de se reencontrar com você mesmo e seguir adiante.

É aquela velha história: você se envolve com uma pessoa, começa a ver que vocês têm muitas coisas em comum e aí o relacionamento vai se aprofundando. Muitas vezes, dá certo. Muitas vezes, não dá. Quando não dá certo, é possível sentir o momento em que as coisas começaram a andar para trás. É quando a gente sabe que alguém continuou, mas o outro não acompanhou. E aí inicia-se aquela luta para querer fazer tudo para continuar com aquela pessoa porque você não está preparado para largar o osso.

"Quando olhaste bem nos olhos meus, e o teu olhar era de adeus, juro que não acreditei. Eu te estranhei, me debrucei sobre o teu corpo e duvidei. E me arrastei e te arranhei, e me agarrei nos teus cabelos...". O sentimento é mais ou menos esse. Mas as mentes sãs se esforçam para entender a outra pessoa, que também tem um sentimento (que, nesse caso não é o mesmo que o seu, infelizmente), que tem que ser respeitado e entendido, por mais doloroso que seja.

Depois de se rasgar, chorar, puxar os cabelos, se humilhar, implorar para a pessoa não te deixar, a gente deixa de ser louca(o) e vai curtir a fossa, que é um momento importante da superação. Pega seu pijama velho rasgado, deita na sua cama, pega o box da sua temporada favorita, faz uma pipoca, toma uma coca-cola e aproveita. Aproveita para pensar, ficar sozinha um pouco, se desligar do mundo virtual e curtir sua tristeza. Esses momentos trazem grandes aprendizados para a vida e crescimento pessoal. Teoricamente. Uma hora você levanta, toma um banho e tá pronta pra outra (quase sempre).

Eu também acho válido que, bem como temos que entender o sentimento do outro, o outro tem que entender nosso sentimento também e lembrar que não temos um botão de desligar. Que às vezes o desapego tem que ser feito gradualmente porque algumas pessoas não sabem lidar com rupturas bruscas. Então se a pessoa, no caso você criatura apaixonada, ligar e falar que precisa conversar, que precisa de um abraço, vai lá e dá uma ajuda. Mas sempre deixando tudo claro mais uma vez que acabou mesmo, que é melhor, que blablabla broken hearts blablabla. Isso também é importante porque nessas horas nenhum amigo adianta. Só você, pessoa não apaixonada, pode resolver isso.

Também tem aquela história de achar que o problema é seu. Por mais que a pessoa diga que não é, é impossível não pensar que a gente errou de alguma forma. Mas esse também é o momento de se dar valor e acreditar que se não deu certo agora, não é culpa de ninguém, é só porque vocês não estavam na mesma sintonia. Depois vai dar certo com outra pessoa, no momento certo.

"Después de la tormenta siempre llega la calma". As coisas melhoram. É o que dizem. Mas como superar também aquele sentimento de: o que será que eu poderia ter feito para mudar as coisas? Será que algo pode ser feito? Por que você, pessoa, não acredita que eu quero te fazer feliz? Isso aí eu ainda não sei, mas gostaria de saber.

Por SACHA BRASIL

22 de agosto de 2012

E eu que já não quero mais ser um vencedor

"You lose,
You learn"
Alanis Morissette



A minha vontade, depois de dias como ontem, é só de despejar tudo quanto é catástrofe que tem rolado na minha vida nesse ano aqui, xingando devidamente cada momento. Como recebi várias reclamações no SAC do Tratado, de gente preocupada com o chororô dos últimos posts (gente, eu tô boazinha, tá?), vou pegar mais leve. Esbocei alguns outros textos sobre essas coisas tristes, mas guardei pra um dia ter prazer de deletar um por um, certa de que tenho sido super tolinha vestindo essa baby look zoada com "Why does it always rain on me?". Vou poupar vocês de bad trips e deixar uma mensagem de paz pra quem passar por aqui, porque cheguei a uma linda conclusão que preciso compartilhar com o muuundo:

No ecziste universo conspirando a favor ou contra.
As coisas no mundo simplesmente acontecem. Você pode ser a pessoa mais limpeza e digna da vida mais repleta de unicórnios, arcoiro e chuva de amor, mas ó: tem gente que vai  querer te fazer mal ou que vai te fazer mal sem querer, você vai passar por apertos de grana ou vai achar sua vida monótona por falta deles (eeer, not, mas bora lá, que eu tô num dia difícil, preciso que me ajudem), vai ter dificuldades pra realizar alguns dos seus sonhos, não realizar, perder eles de vista
ou nem ter sonhos (que é pior), vai ser demitido, trampar num canto mais ou menos, se estressar, ter trabalho pra se relacionar, furar o pneu, vacilar feio, ser culpado pelo que não fez, pagar mico, ter diarréia, ser furtado, adoecer, brigar, sentir dor (física e de coração), enterrar gente querida ou só perdê-las na sua vida e, olha só, vai até morrer (tan dan!). Você vai perder, muitas vezes. E isso não vai parar.

Não é porque você mereça passar por tanta pendenga. Isso é a vida e ela não costuma funcionar sempre por merecimento.  Não culpa o universo por essas paradas, nem a macumbaria da última bruaca que jurou te dar rasteira se te visse no meio da rua (guia pra achar outros culpados aqui). Se você não acredita que pega em você, seja uruca da Dona da Esquina ou maldição da posição das estrelas, você é livre de tudo quanto é amarração (e sem precisar de descarrego). Nada não físico pode te prender se você não deixar. Força no psico.

E aí, depois de entender que eu continuo sendo mesmo uma boa menina e que eu realmente não fiz nada pra ser alvo de tanta coisa ruim, quero mais é que se explodam quaisquer constatações com base no meu passado ou que envenenem o futuro de qualquer um. Na real, o universo não tá nem aí pra vidinha da gente (dizem que ele responde com frequência "frankly, my dear, I don't give a damn" quando botam a culpa nele) e, mesmo se tivesse, meodeos, sério que tem que mirar em alguém? Não, né? O universo é legal. As pessoas são o próprio mal delas. Não precisa rolar nada mais pra que aprendam com as besteiras que fazem, porque o que rola dentro delas já tá lá, judiando.

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Ao filho da puta que levou meu celular enquanto eu esperava atendimento no pronto socorro, meus sinceros votos de vida longa com peso na consciência. E se ele já tiver imune a complexo de culpa, não tenho nem o que desejar. É um coitado que já perdeu um monte de valor que ajuda a ter uma vida mais massa. E outra, fica esperto:


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Ah, just for the record: você também vai ganhar na vida! E isso também não vai parar. “Há tempo para todo propósito na Terra”, diria um dos poetas de Chessus. C’est la fucking vie. Uma hora cê tá embaixo, outra hora cê tá em cima... às vezes, cê só quer um bolinho. Vamo vivê. A gente é mais fortaleza do que acha que é. Nossos portos seguros podem até mudar, mas continuam sendo a prova viva de que vale a pena acreditar.


P.S.: Eu sei que a levada ainda tá meio down, mas prometo que só posto o próximo com outro humor. Dia 1º tem o lançamento de uma das paradas mais felizes do ano. Anuncio aqui! ;)